Numa cerimónia pública em Trípoli, Muamar Kadhafi reitera que não ostenta nenhum poder na Líbia e recorda que foi há muito tempo que entregou o poder ao povo.

O dia 2 de Março de 1977 marca a data em que Kadhafi diz ter entregue o poder nas mãos do povo, após o derrube da monarquia.

"Desde 1977, que eu e os militares [responsáveis pela revolução de 1969] entregámos o poder ao povo", disse Kadhafi na comemoração do 34º aniversário da entrega do "poder ao povo".

Perante dezenas de pessoas, presentes na cerimónia, Kadhafi disse que a Líbia "não precisa de presidentes nem reis" e descreveu-se como uma "mera referência, um símbolo".

"Entreguei o poder ao povo e voltei para a minha tenda", afirmou o líder líbio, desafiando "quem quiser" a provar que é ele que exerce o poder na Líbia.

Ao 16º dia de revolta nas principais cidades líbias, Muamar Kadhafi distancia-se da posição de alvo de todos os protestos: "Ouvi os noticiários mencionarem o meu nome directamente. Ri-me. O que é que isso tem a ver comigo? Eu liderei uma revolução e depois saí. Agora o poder e a autoridade estão nas mãos do povo".

Kadhafi afirmou ainda que não aconteceram manifestações e pediu mesmo à ONU para enviar uma "missão de verificação" ao país.

Ao mesmo tempo que nega os protestos, o líder líbio volta a acusar a Al- Qaeda de ser responsável pelos disúrbios no país e deixou um aviso: "Combateremos até o último homem e a última mulher", afirmou.

Comissão Europeia diz que Kadhafi deve sair

Durão Barroso, presidente da Comissão Europeia, fez hoje um apelo a o Muamar Kadhafi, afirmando que este deve renunciar ao poder e "devolver o país ao povo da Líbia".

"As acções completamente inaceitáveis do regime líbio nas últimas semanas deixaram muito claro que o coronel Kadhafi é parte do problema, e não parte da solução", declarou Durão Barroso.

"É hora de partir e devolver o país ao povo da Líbia, permitindo que as forças democráticas definam o caminho do futuro", disse.

"A situação a que estamos a assistir na Líbia é simplesmente atroz e não podemos aceitá-la", insistiu.

Fonte:- @SAPO/AFP
publicado por sattotal às 13:17 | link do post
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Numa cerimónia pública em Trípoli, Muamar Kadhafi reitera que não ostenta nenhum poder na Líbia e recorda que foi há muito tempo que entregou o poder ao povo.

O dia 2 de Março de 1977 marca a data em que Kadhafi diz ter entregue o poder nas mãos do povo, após o derrube da monarquia.

"Desde 1977, que eu e os militares [responsáveis pela revolução de 1969] entregámos o poder ao povo", disse Kadhafi na comemoração do 34º aniversário da entrega do "poder ao povo".

Perante dezenas de pessoas, presentes na cerimónia, Kadhafi disse que a Líbia "não precisa de presidentes nem reis" e descreveu-se como uma "mera referência, um símbolo".

"Entreguei o poder ao povo e voltei para a minha tenda", afirmou o líder líbio, desafiando "quem quiser" a provar que é ele que exerce o poder na Líbia.

Ao 16º dia de revolta nas principais cidades líbias, Muamar Kadhafi distancia-se da posição de alvo de todos os protestos: "Ouvi os noticiários mencionarem o meu nome directamente. Ri-me. O que é que isso tem a ver comigo? Eu liderei uma revolução e depois saí. Agora o poder e a autoridade estão nas mãos do povo".

Kadhafi afirmou ainda que não aconteceram manifestações e pediu mesmo à ONU para enviar uma "missão de verificação" ao país.

Ao mesmo tempo que nega os protestos, o líder líbio volta a acusar a Al- Qaeda de ser responsável pelos disúrbios no país e deixou um aviso: "Combateremos até o último homem e a última mulher", afirmou.

Comissão Europeia diz que Kadhafi deve sair

Durão Barroso, presidente da Comissão Europeia, fez hoje um apelo a o Muamar Kadhafi, afirmando que este deve renunciar ao poder e "devolver o país ao povo da Líbia".

"As acções completamente inaceitáveis do regime líbio nas últimas semanas deixaram muito claro que o coronel Kadhafi é parte do problema, e não parte da solução", declarou Durão Barroso.

"É hora de partir e devolver o país ao povo da Líbia, permitindo que as forças democráticas definam o caminho do futuro", disse.

"A situação a que estamos a assistir na Líbia é simplesmente atroz e não podemos aceitá-la", insistiu.

Fonte:- @SAPO/AFP
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Sala Hadi, piloto civil da Libyan Airlines, visitou hoje com o filho em Benghazi as celas subterrâneas onde os presos políticos desapareciam literalmente do mundo dos vivos.

A própria área militar e de segurança era rodeada de tanto secretismo que uma linha de blocos de apartamentos, na rua de acesso, não tem uma única janela para esse lado, oferecendo antes uma fachada cega que se prolonga por dezenas de metros.

O complexo é constituído por sucessivas áreas estanques, “de forma a que mesmo quem estava dentro de cada um dos recintos não via nem sabia o que se passava nos outros”, diz Sala Hadi.

Muammar Kadhafi negou, na segunda-feira, que houvesse manifestações contra o seu regime de 42 anos e insistiu que o seu povo o “ama”.

É difícil encontrar eco desse “amor” entre a população que aprende a liberdade mais depressa do que esquece o medo de um regime brutal.

“Com uma prisão deste tipo não só era impossível fugir como era quase impossível respirar”, comentou o piloto, que conhece Lisboa “de uma semana de formação em segurança nas instalações da TAP”.

No centro da segunda cidade do país, ocupando diferentes áreas do complexo militar que albergava Muammar Kadhafi quando o líder líbio visitava Benghazi, a existência de uma prisão em catacumbas é apenas revelada pelas duplas portas blindadas que davam acesso às celas enterradas no chão.

“Isto é o que o ditador nos prometeu”, diz uma pichagem numa das celas. “Uma casa para todos os líbios”, explica o piloto da Libyan Airlines.


Foi ali que, nos primeiros dias do levantamento popular em Benghazi, o líder líbio ordenou a prisão de dezenas de militares que recusaram obedecer às ordens de disparar contra a população nas manifestações.

“Algemaram-nos e mataram-nos a tiro. Os corpos foram queimados em baixo”, acrescentou um homem que percorria também as instalações carbonizadas.

O assalto à área militar de Benghazi custou várias vidas e no hospital central da cidade continuam ainda vítimas civis com ferimentos graves.

O isolamento das enormes celas subterrâneas, cobertas por vários metros de terra e feitas de paredes duplas de betão, é tal que “quando a área militar foi conquistada pela rebelião, ouvia-se gente a gritar lá de baixo mas não se conseguia entrar. Foi preciso trazer escavadoras para abrir uma vala e depois abrir um buraco no betão”, explica Sala Hadi.

Noutra parede, o sol que entra pelo buraco escavado desde a superfície permite ler um grito deixado em inglês gralhado: “Frydm” (sic).

“Há um fim para cada ditador”, lê-se também, em árabe, na parede fronteira.

Fonte:- @Lusa

publicado por sattotal às 13:12 | link do post
Sala Hadi, piloto civil da Libyan Airlines, visitou hoje com o filho em Benghazi as celas subterrâneas onde os presos políticos desapareciam literalmente do mundo dos vivos.

A própria área militar e de segurança era rodeada de tanto secretismo que uma linha de blocos de apartamentos, na rua de acesso, não tem uma única janela para esse lado, oferecendo antes uma fachada cega que se prolonga por dezenas de metros.

O complexo é constituído por sucessivas áreas estanques, “de forma a que mesmo quem estava dentro de cada um dos recintos não via nem sabia o que se passava nos outros”, diz Sala Hadi.

Muammar Kadhafi negou, na segunda-feira, que houvesse manifestações contra o seu regime de 42 anos e insistiu que o seu povo o “ama”.

É difícil encontrar eco desse “amor” entre a população que aprende a liberdade mais depressa do que esquece o medo de um regime brutal.

“Com uma prisão deste tipo não só era impossível fugir como era quase impossível respirar”, comentou o piloto, que conhece Lisboa “de uma semana de formação em segurança nas instalações da TAP”.

No centro da segunda cidade do país, ocupando diferentes áreas do complexo militar que albergava Muammar Kadhafi quando o líder líbio visitava Benghazi, a existência de uma prisão em catacumbas é apenas revelada pelas duplas portas blindadas que davam acesso às celas enterradas no chão.

“Isto é o que o ditador nos prometeu”, diz uma pichagem numa das celas. “Uma casa para todos os líbios”, explica o piloto da Libyan Airlines.


Foi ali que, nos primeiros dias do levantamento popular em Benghazi, o líder líbio ordenou a prisão de dezenas de militares que recusaram obedecer às ordens de disparar contra a população nas manifestações.

“Algemaram-nos e mataram-nos a tiro. Os corpos foram queimados em baixo”, acrescentou um homem que percorria também as instalações carbonizadas.

O assalto à área militar de Benghazi custou várias vidas e no hospital central da cidade continuam ainda vítimas civis com ferimentos graves.

O isolamento das enormes celas subterrâneas, cobertas por vários metros de terra e feitas de paredes duplas de betão, é tal que “quando a área militar foi conquistada pela rebelião, ouvia-se gente a gritar lá de baixo mas não se conseguia entrar. Foi preciso trazer escavadoras para abrir uma vala e depois abrir um buraco no betão”, explica Sala Hadi.

Noutra parede, o sol que entra pelo buraco escavado desde a superfície permite ler um grito deixado em inglês gralhado: “Frydm” (sic).

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