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Batalha dos Browsers

Maio 10, 2010

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O browser é, provavelmente, a aplicação mais utilizada no seu computador. Provavelmente, é também aquela em que menos pensa. Afinal de contas, apenas o utiliza para aceder ao maravilhoso e agitado mundo da Web. Interessa a marca do browser que utiliza? Não vai dar tudo ao mesmo?

Embora a maioria apresente funcionalidades base semelhantes, cada um tem algumas diferenças importantes, desde a rapidez com que carregam páginas até à segurança que oferecem. Os debates sobre os prós e os contras de cada browser são tão antigos quanto a própria Web. Aqui, acabamos com esse debate de uma vez por todas, com a nossa avaliação dos melhores.

Internet Explorer

O browser mais conhecido na nossa recolha, o Internet Explorer da Microsoft, é também o mais popular em termos de utilização. A versão 8 do browser tem um conjunto de excelentes funcionalidades que o destacam dos restantes.

O principal melhoramente é na segurança. As ameaças de software maligno e phishing estão para ficar e, entre o seu arsenal de defesa, o IE inclui o SmartScreen. Bloqueia sites suspeitos por completo, ou apenas o conteúdo não seguro de sites comprometidos, mas legítimos. Também protege com eficácia contra ataques de scripts cruzados a sites e contra usurpação de cliques ("click-jacking"): duas ameaças online emergentes.

A nova funcionalidade de segurança mais visível é aquela que o ajuda a ocultar o seu rasto. O modo Navegação InPrivate não regista informações de formulários, cookies, pesquisas e inícios de sessão. Ou seja, tudo aquilo que o browser memorizaria normalmente, é esquecido. Quem partilha o computador com familiares ou consulta o correio electrónico em cibercafés irá apreciar particularmente esta funcionalidade. E, para impedir que os Web sites partilhem dados sobre o seu comportamento de navegação com Web sites de terceiros, existe a Filtragem InPrivate.

Comece a escrever na nova Barra de Endereço Inteligente, e a mesma apresentará uma lista pendente de sugestões recolhidas com base no seu histórico de navegação recente, Favoritos e feeds. Também aparecem sugestões na caixa de pesquisa, cortesia do motor de busca que escolheu. Alguns motores até apresentam uma imagem junto de cada resultado, o que o ajuda a identificar de imediato se o resultado é relevante.

Outra funcionalidade que lhe poupa tempo são os Aceleradores: atalhos que agem com base no texto seleccionado numa página Web. Permitem-lhe realçar códigos postais e ver de imediato a localização indicada num mapa, ou traduzir palavras sem ir para outro site.

Conteúdo actualizado regularmente, tal como notícias e meteorologia, pode ser adicionado à Barra de Favoritos do browser sob a forma de Web Slices. Gostamos da ideia de não ter de carregar todo um site para ver as actualizações, apenas a "fatia" relevante.

O IE 8 é um browser mais seguro e mais rápido do que os respectivos antecessores, os quais têm vindo gradualmente a perder terreno para os concorrentes, forçando o IE a melhorar a sua prestação. O que foi feito com segurança e confiança.

Firefox

O FirefoxFirefox surgiu há alguns anos das cinzas do Netscape, em tempos líder neste campo. Agora, o browser que tem o mesmo nome que o panda-vermelho, segue de perto o Internet Explorer.

Os entusiastas da informática adoram o facto de o Firefox cumprir os padrões que recomendam a forma como as páginas Web devem ser apresentadas no ecrã. Apreciam também o facto de o software ser licenciado como "open source", o que significa que qualquer pessoa pode contribuir para o desenvolvimento do mesmo. Já para não falar na capacidade de optimizar muitas definições internas. Mas, para quem não é entusiasta de informática, a funcionalidade que se destaca no Firefox é a forma como o produto básico pode ser expandido com suplementos: extras que instala para activar funcionalidades adicionais.

Há milhares de suplementos úteis. Podem transformar o Firefox num leitor de mp3 ou num cliente de MI, num álbum de recortes para fragmentos ou num gestor de listas de itens pendentes. Existem suplementos para bloqueio de anúncios irritantes, processamento de gestos com o rato que aceleram a navegação, integração com sites de redes sociais como o Facebook, alteração do aspecto e funcionalidade, etc. A lista é infindável.

Semelhante à funcionalidade do Internet Explorer, a Navegação Privada impede que o Firefox deixe qualquer vestígio da sua sessão actual. Contudo, caso visite um site e se arrependa, a funcionalidade Esquecer Este Sítio irá eliminar todas as referências ao mesmo do seu histórico. Genial! A versão do Firefox da Barra de Endereço do IE é a Barra Fantástica, a qual fornece uma forma rápida de regressar a sites que já visitou, quer se lembre da localização ou não. Fantástico? Nem por isso. Prático? Com certeza!

A desvantagem é que o Firefox pode ser um pouco lento no arranque inicial. Disto isto, enquanto está a ser utilizado, o browser é rápido e tem alta capacidade de resposta. Um bom desempenho em todos os aspectos.

Opera

Poderá conhecer o Opera por causa da miniversão no seu telemóvel. Este é o seu irmão mais velho. Literalmente, está repleto de funcionalidades, muitas delas exclusivas.

O Opera foi pioneiro na navegação com separadores, onde várias páginas são apresentadas na mesma janela. Levaram o conceito mais além para mostrar não apenas os títulos das páginas, mas também pré-visualizações do próprio conteúdo de cada página para ajudá-lo a avivar a memória. Outra inovação é a funcionalidade Speed Dial: favoritos visuais que vê ao abrir um novo separador vazio, acabando com aquele sentimento de incerteza sobre o que fazer.

Se utilizar com frequência computadores diferentes, mas pretender utilizar as mesmas entradas de Speed Dial, favoritos e outras definições, a funcionalidade Opera Link oferece uma forma gratuita de os sincronizar. A muito falada funcionalidade Unite transforma o seu PC num anfitrião de ficheiros, evitando que tenha de carregar os seus ficheiros noutros sites.

Funcionalidades que apenas estariam disponíveis como suplementos noutros browsers estão incorporadas no Opera. As mesmas incluem correio electrónico, leitores de RSS e de newsgroups, bem como uma prática barra lateral de apontamento de notas. Os erros ortográficos são realçados à medida que escreve. Também notável é a capacidade de navegar nas páginas utilizando movimentos com o rato ou "gestos", sendo inclusive possível personalizá-los.

Contudo, se a abundante funcionalidade nativa ainda não incluir aquilo que pretende, o Opera pode ser expandido com widgets. É possível alterar praticamente tudo de acordo com a sua preferência, até mesmo o aspecto e funcionalidade.

Todas estas capacidades poderão levá-lo a pensar que o Opera é complicado e está sobrecarregado. Mas constatámos que é fácil de utilizar e surpreendentemente ágil. Só porque não é tão popular quanto os outros browsers aqui avaliados, isso não significa que o deva evitar.

Chrome

O Chrome, o recém-chegado browser da Google, foi lançado há pouco mais de um ano e já é o terceiro browser mais utilizado. O que fez com que ganhasse tantos fãs em tão pouco tempo?

Um motivo é a marca Google, sinónimo de Web na cabeça de muitas pessoas. Sinónimo também de uma certa estética minimalista. E é isso que obtém com o Chrome. Em contraste com o Opera, que está repleto de funcionalidades, este é um browser simplificado e polido, que faz jus ao nome.

Abra-o (o Chrome inicia sem nenhum atraso evidente) e são-lhe apresentados apenas os separadores actuais na parte superior da janela. Abaixo dos mesmos, uma estreita barra de ferramentas incorpora os botões de navegação (anterior, seguinte, home page) e a caixa de endereço, disponibilizando o resto do espaço para a página Web.

Os comandos são reduzidos ao mínimo: dois botões, cada um contendo uma curta lista de entradas que funcionam na página actual ou na aplicação como um todo. Este último inclui os habituais histórico de navegação, gestor de favoritos e caixa de diálogo para configuração de opções, sendo que esta não está propriamente repleta de elementos que possa alterar. Para alegrar a sua interface particularmente austera, o Google aloja uma selecção de temas que substituem o fundo do programa, mas a gama actualmente oferecida é pequena e os designs são muito vistosos.

À semelhança do que sucede com o IE e o Firefox, existe um modo de navegação privada, denominado "incógnito". A barra de endereço procura no histórico e nos favoritos, realça à medida que escreve e também funciona como caixa de pesquisa que oferece sugestões relevantes. Abra um novo separador e, em vez de se deparar com uma página vazia, são-lhe apresentadas pré-visualizações miniatura de sites visitados frequentemente. Pode até arrastar separadores da frame para uma janela própria, o que é bastante útil para destacar um separador em particular de entre dezenas que estejam abertos.

Resumindo, o Chrome abrange todas as necessidades básicas, e fá-lo bem. E este é o seu principal argumento. Contudo, se pretender adicionar extras, não pode... pelo menos por enquanto. O Chrome cintila como novidade, mas não brilha.

Safari

Durante anos, o Safari da Apple não se aventurou fora da segurança do seu território, o Mac OS X. Agora, saiu do seu recanto para se misturar com os seus familiares mais audazes.

O aspecto do Safari baseia-se noutro colega estável da Apple, o iTunes. Herda inclusive a cativante interface "coverflow" do leitor de música para se movimentar no histórico, favoritos e feeds. Contudo, talvez não surpreendentemente para um programa originalmente concebido para um sistema operativo diferente, o Safari não se encaixa bem no Windows: os elementos parecem ter sido retirados directamente do OS X sem serem adaptados ao novo ambiente.

Uma objecção pouco relevante, talvez. O Safari apresenta uma frame minimalista, praticamente duplicando o esquema do Chrome, apenas com as funções mais essenciais visíveis e o resto arrumado nalguns menus. A barra de endereço oferece sugestões do histórico e dos favoritos assim que começa a escrever. E a caixa de pesquisa separada lista eventuais correspondências encontradas por um de apenas dois motores de busca (Google ou Yahoo); por alguma razão estranha, não é possível adicionar mais origens de pesquisa.

A funcionalidade Sítios Mais Visitados apresenta um mosaico dos sites mais frequentados e pode ser definida para aparecer quando abre um novo separador. À semelhança do que sucede com o Chrome, arrastar um separador para fora do respectivo compartimento abre o conteúdo numa janela dedicada. Tal como no Opera, a verificação ortográfica do texto é efectuada instantaneamente. Contudo, a funcionalidade SnapBack é única: é como um marcador temporário inteligente ao qual pode regressar directamente caso se tenha perdido na imensidão da Web. Uma seta laranja mostra-lhe o caminho.

Tal como a maioria dos outros browsers aqui avaliados (excepto o Opera), o Safari permite navegação privada. Contudo, não inclui nenhuma capacidade anti-phishing. O browser da Apple parece incompleto e, para além de uma ou duas funcionalidades pomposas, não se destaca dos restantes.

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