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"Captura de Kony deve ser feita pelos países da região"

Março 13, 2012

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Kony e outros três líderes do LRA são acusados pelo Tribunal Penal Internacional (TPI) de crimes contra a humanidade e de crimes de guerra, incluindo homicídio, recrutamento forçado de crianças com menos de 15 anos, escravatura sexual e violação.

Joseph Kony devia ser capturado através de esforços da União Africana com apoio das Nações Unidas, e não com a ajuda militar dos EUA, como é pedido no vídeo viral da organização Invisible Children. O apelo é lançado pela Amnistia Internacional (AI), no dia em que o documentário já superou as 100 milhões de visualizações.


"Há mais de 20 anos que a Amnistia tem debatido e documentado a violação dos direitos humanos no Uganda por parte das forças do LRA" (Exército da Resistência do Senhor, ERS, em português), conta a diretora-executiva da AI - Portugal, Teresa Pina, ao SAPO Notícias.

Independentemente da grande mobilização civil que o vídeo da Invisible Children está a gerar, a diretora da AI em Portugal diz que a organização não pretende pronunciar-se a respeito de outras campanhas.

Contrariamente ao que é referido no vídeo Kony 2012, a AI defende que a captura do líder do LRA deveria ser feita pelos países da região com o apoio da Organização das Nações Unidas e da União Africana. "Ao contrário do que se diz nesse vídeo, a nossa posição é que a captura seja feita pelos países da região e obviamente com o apoio da ONU e da União Africana", refere Teresa Pina.

"A Amnistia Internacional acredita que os esforços para deter Joseph Kony devem ser levados a cabo pelos governos dos países na região onde o ERS opera, e não pelas forças armadas dos EUA. As Nações Unidas e a União Africana, ambas envolvidas nos esforços para deter os suspeitos do ERS, têm igualmente um papel central no apoio à detenção dos líderes do ERS, na proteção das comunidades afetadas e na monitorização e atualização do estado da proteção dos direitos humanos", pode ler-se no site da AI.

O vídeo da Invisible Children refere ainda o envolvimento das forças armadas norte-americanas na captura de Kony, e, neste ponto, a AI também discorda. O organização entende que "o fim destas violações dos direitos humanos não podem constituir ele próprio uma violação dos direitos humanos".


"Para nós, a prioridade é que essas pessoas sejam detidas no quadro legal dos direitos humanos, e que sejam entregues ao Tribunal Penal Internacional (TPI). Até porque a sua morte seria injusta para as próprias vítimas, pensamos que é fundamental a detenção e o julgamento dos suspeitos", alerta Teresa Pina.


Joseph Kony é procurado desde 2005 pelo TPI por crimes contra a humanidade e crimes de guerra, mas só agora o seu nome tem ganho mais projeção com o vídeo da organização humanitária Invisible Children. O trabalho, publicado há dias na internet, tem como objetivo denunciar o genocídio infantil no Uganda e mobilizar a opinião pública para a necessidade da captura urgente dos principais responsáveis pelos crimes cometidos durante décadas.

Kony 2012 tornou-se em poucos dias o vídeo viral mais visto, com mais de 100 milhões de visualizações, que representam a soma de todas as versões do documentário que circula em vários sites e nas redes sociais.

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