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Redes lusitanas

Dezembro 28, 2008

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Há vários projectos portugueses a aproveitar uma das maiores tendências da Web 2.0: as redes sociais. E fazem-no bem…
Web 2.0 é um termo em voga na Internet e, como seria de esperar, os cibernautas portugueses estão atentos a esta nova forma de interagir na Internet. Os três projectos que fomos conhecer (existem muitos mais) baseiam-se em redes colaborativas onde os conteúdos são criados pelos próprios utilizadores. Todos os projectos estão online desde o início de Abril e desejam ir um pouco mais além do que o já vulgar Hi5 ou MySpace.




Dos desportos radicais…
Stream19 é o nome da rede social destinada a amantes de desportos radicais de todo o mundo. O nicho de mercado está a ser explorado por Sérgio Veiga, Francisco Torrão e Sérgio Santos, que trabalham a partir da incubadora de empresas da Universidade de Aveiro. «É uma rede social que não é horizontal, como a generalidade, onde as pessoas adicionam apenas os amigos», conta Sérgio Veiga, de 24 anos. A inovação está presente, por exemplo, nos Spots: os sítios onde os desportos são praticados e em torno dos quais a comunidade vai sendo construída. O Stream19 utiliza o Google Maps para uma georreferenciação dos utilizadores, localização dos spots nos mapas e saber quem está perto de quem.

A rede é aberta a todos os que queiram registar-se e serve também para os iniciados nos desportos radicais publicarem as suas actuações, quer em fotografias, quer em vídeos. Os desempenhos entram no concurso King of the Spot, onde são avaliados pela comunidade e podem encontrar mais facilmente um patrocinador.

O sistema esteve em versão alfa durante três meses, obteve a localização de 2200 spots em todo o mundo. Ao fim de alguns dias de abertura ao público, o Stream19 contava com 500 utilizadores registados e perto de 1000 visitantes únicos diários.

… passando pela cultura…
Ambicionando divulgar a cultura portuguesa, Sérgio Dinis Lopes criou o portal Digacultura, onde os utilizadores podem publicar notícias, eventos, vídeos ou imagens interessantes recolhidas da Web. «No fundo, tudo é cultura», explica-nos o mentor do projecto, com 28 anos, residente de Guimarães, «os utilizadores recolhem as notícias e publicam-nas. O portal funciona também como uma rede social, onde os utilizadores adicionam amigos e podem ver o que uns e outros publicam, podendo comentar». A ideia não é nova. Existe um portal semelhante americano, o Digg e outras iniciativas portuguesas, «mas os que havia em Portugal pareciam ter parado no tempo. Foi construída a plataforma, colocada online, mas não se actualizava».
Qualquer pessoa pode registar-se no portal e facilmente coloca artigos à avaliação da comunidade. Para votar nos que considera interessantes, o utilizador nem precisa de se registar. Lançado em início de Abril, o projecto conta com perto de 40 utilizadores, dos quais dez são visitantes regulares.

… atÉ ao Liceu FrancÊs
O Liceu Francês Charles Lepierre vai ter um equivalente digital ao yearbook (livro de curso) popular nos Estados Unidos. Todos os ex-alunos, desde 1954 (cerca de 18 mil), vão poder integrar uma rede exclusiva, a WebAnel, para poderem retomar o contacto com ex-colegas e obter informações sobre colegas de quem se tenham afastado. O projecto foi encomendado pelo Conseillers du Commerce Extérieur de la France à OceanLab. Ricardo Nascimento, da empresa, explica que «o projecto não parte apenas da participação das pessoas, utiliza também uma base de dados do próprio liceu». Através destes registos, as pessoas podem incluir-se nos anos em que passaram pelo liceu ou nas turmas em que estiveram. Cada pessoa pode inserir comentários, aceder a fotografias e receber alertas de aniversários dos colegas no dia em que estejam a visitar o site. «Cada um vai ter o seu perfil, com os dados básicos que o liceu forneceu e pode complementar a informação pessoal, definir áreas de interesse, habilitações literárias e definir a privacidade dos seus dados.» Desde Junho de 2007, que o portal aceitava pré-registos. A 9 de Abril começou a ser feita uma comparação dos dados que o liceu tinha e que os utilizadores tinham disponibilizado para se activar as contas. Neste momento, o portal tem perto de 500 pré-registos e já alguns utilizadores com comentários e fotografias colocadas, em constante crescimento.

Tecnologia e custos À lupa


O Stream19 utiliza um servidor nos Estados Unidos (de onde vem a maioria dos utilizadores) que custa cerca de 189 dólares mensais aos criadores. A tecnologia é «100% open source», conta Sérgio Veiga, «utilizamos JavaScript, PHP, porque achamos que é o mais simples. No servidor usamos Linux e a base de dados é PostgreSQL». A inserção de vídeos é feita neste momento através do YouTube e as fotografias são colocadas com base no Flickr. Os dados são desagregados do design, ou seja, toda a informação que circula entre o utilizador e o servidor é só informação.
«O design e a construção da plataforma, recorrendo a JavaScript, são feitos do lado do cliente.

Construímos um sistema de publicidade orientado ao utilizador o que vai permitir às marcas que queiram anunciar no site a hipótese de escolher o seu target, mostrando os anúncios apenas aos utilizadores com determinado perfil», revela um dos mentores do projecto.
De início, foi aplicado capital próprio no portal, mas neste momento está investido capital de risco, da Seed Capital. Os montantes não foram revelados.

Na WebAnel, da parte da OceanLab estão envolvidas sete pessoas, incluindo a área do design. O projecto foi desenvolvido de raiz, com plataformas à medida, que foram sendo construídas de acordo com os requisitos pedidos. Assenta em tecnologia da Microsoft, uma base de dados MySQL e o desenvolvimento progressivo vai sendo feito em ASP. O acesso é pago pelos utilizadores. Até aos 25 anos é gratuito e depois disso são pagos
15 euros ano ou 25 euros por dois anos. O sistema aceita pagamentos por Multibanco e já está em testes o pagamento via cartão de crédito.

O projecto conta com um financiamento de 40 mil euros para a inserção inicial de dados e para a concepção e desenvolvimento do portal. Neste momento ainda não foi avançada a pesquisa de anunciantes.

O Digacultura é desenvolvido em exclusivo por Sérgio Dinis Lopes, que de momento pretende permanecer independente. Está alojado num VPS (Virtual Personal Server) que custa 25 euros por mês. Utiliza plataformas Linux Apache para manter o sistema e uma base de dados MySQL. O portal tem ferramentas para facilitar a publicação de artigos por parte dos utilizadores ou por parte dos administradores de blogues e jornais online. Um exemplo disso é o botão para a Publicação e Votação Remota, que permite criar automaticamente um link para a publicação ou votação de um artigo. No total, o criador admite ter desembolsado já perto de 250 euros. O facto de ter alguns conhecimentos de programação e ser webdesigner ajuda
a ter um custo relativamente reduzido. No entanto, o «investimento em tempo, foi muito… mesmo».



http://www.stream19.com/

http://www.digacultura.net/
http://www.webanel.com/

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