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Gripe suína, a primeira pandemia do século XXI, já matou 10 mil

Janeiro 01, 2010

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PARIS (AFP) - A gripe suína, provocada pelo vírus H1N1, que se converteu na primeira pandemia do século XXI após ter sido detectada, em março de 2009, no México e nos Estados Unidos, já deixou 10 mil mortos, um número inferior ao previsto, em meio a uma intensa mobilização mundial.


O H1N1 matou 10.582 pessoas, em 208 países, segundo os números divulgados em 18 de dezembro pela Organização Mundial de Saúde (OMS), que em junho passado declarou o mundo em estado de pandemia.

A gripe suína, detectada no final de março no México, se alastrou rapidamente, afetando especialmente o continente americano, onde provocou 6.335 mortes até meados de dezembro.


"Na zona tropical da América Central, América do Sul e Caribe, a transmissão da gripe se manteve em todas as regiões, mas está em declínio", revelou a OMS há uma semana.


Segundo dados da Organização Pan-Americana de Saúde (OPS), no continente americano os Estados Unidos lideram a lista de óbitos por gripe suína, com 1.929 mortes, seguido por Brasil, 1.528, México, 687, Argentina, 613, Canadá, 357, Peru, 192, Colômbia, 163, e Chile, 140.


A gripe suína ataca duramente os que já sofrem de outras doenças e também provoca "uma taxa de mortalidade pouco comum entre os jovens, incluindo os que gozam de boa saúde", destaca o especialista francês Antoine Flahaut.


Segundo a doutora Isabelle Nutall, da OMS, "está claro que não estamos diante de um vírus tão mortífero como o da gripe aviária".


De acordo com a OMS, a gripe suína retrocede em "ao menos dez países de Europa ocidental e do norte", mas segue avançando na República Tcheca, Estônia, Hungria, Montenegro, Suíça e em algumas regiões da Rússia.


"É a primeira vez que enfrentamos um problema semelhante em nível mundial. Esta mobilização nos permitiu elaborar uma vacina em tempo recorde", disse a doutora Sylvie Briand, chefe do departamento gripe da OMS.


De fato, mais de 150 milhões de doses da vacina contra o vírus H1N1 foram distribuídas em cerca de 40 países, segundo o doutor Keiji Fukuda, número dois da OMS.


Os Estados Unidos lançaram sua campanha em outubro, com 40 milhões de doses, e a França contava com 94 milhões de doses da vacina em novembro.


A América Latina, que segundo a OPS necessita de 200 milhões de doses para atender à população mais vulnerável, poderá contar com estas vacinas no início do ano.


Obesos, grávidas e idosos com mais de 65 anos são os mais vulneráveis à gripe.


A OMS afirma que o Tamiflu ainda é a droga mais eficaz para "reduzir e prevenir formas graves da gripe" suína, cujo vírus já apresentou mutações no Brasil, Noruega, China, França, Itália, México, Japão, Ucrânia e Estados Unidos.


"Há que permanecer alerta e não baixar a guarda", advertiu Isabelle Nutall, lembrando que "o vírus da gripe é totalmente imprevisível".


No próximo ano poderá reaparecer com uma forma mais mortífera, disse John Oxford, professor de virologia no Royal London Hospital.

Gripe suína, a primeira pandemia do século XXI, já matou 10 mil

Janeiro 01, 2010

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PARIS (AFP) - A gripe suína, provocada pelo vírus H1N1, que se converteu na primeira pandemia do século XXI após ter sido detectada, em março de 2009, no México e nos Estados Unidos, já deixou 10 mil mortos, um número inferior ao previsto, em meio a uma intensa mobilização mundial.


O H1N1 matou 10.582 pessoas, em 208 países, segundo os números divulgados em 18 de dezembro pela Organização Mundial de Saúde (OMS), que em junho passado declarou o mundo em estado de pandemia.

A gripe suína, detectada no final de março no México, se alastrou rapidamente, afetando especialmente o continente americano, onde provocou 6.335 mortes até meados de dezembro.


"Na zona tropical da América Central, América do Sul e Caribe, a transmissão da gripe se manteve em todas as regiões, mas está em declínio", revelou a OMS há uma semana.


Segundo dados da Organização Pan-Americana de Saúde (OPS), no continente americano os Estados Unidos lideram a lista de óbitos por gripe suína, com 1.929 mortes, seguido por Brasil, 1.528, México, 687, Argentina, 613, Canadá, 357, Peru, 192, Colômbia, 163, e Chile, 140.


A gripe suína ataca duramente os que já sofrem de outras doenças e também provoca "uma taxa de mortalidade pouco comum entre os jovens, incluindo os que gozam de boa saúde", destaca o especialista francês Antoine Flahaut.


Segundo a doutora Isabelle Nutall, da OMS, "está claro que não estamos diante de um vírus tão mortífero como o da gripe aviária".


De acordo com a OMS, a gripe suína retrocede em "ao menos dez países de Europa ocidental e do norte", mas segue avançando na República Tcheca, Estônia, Hungria, Montenegro, Suíça e em algumas regiões da Rússia.


"É a primeira vez que enfrentamos um problema semelhante em nível mundial. Esta mobilização nos permitiu elaborar uma vacina em tempo recorde", disse a doutora Sylvie Briand, chefe do departamento gripe da OMS.


De fato, mais de 150 milhões de doses da vacina contra o vírus H1N1 foram distribuídas em cerca de 40 países, segundo o doutor Keiji Fukuda, número dois da OMS.


Os Estados Unidos lançaram sua campanha em outubro, com 40 milhões de doses, e a França contava com 94 milhões de doses da vacina em novembro.


A América Latina, que segundo a OPS necessita de 200 milhões de doses para atender à população mais vulnerável, poderá contar com estas vacinas no início do ano.


Obesos, grávidas e idosos com mais de 65 anos são os mais vulneráveis à gripe.


A OMS afirma que o Tamiflu ainda é a droga mais eficaz para "reduzir e prevenir formas graves da gripe" suína, cujo vírus já apresentou mutações no Brasil, Noruega, China, França, Itália, México, Japão, Ucrânia e Estados Unidos.


"Há que permanecer alerta e não baixar a guarda", advertiu Isabelle Nutall, lembrando que "o vírus da gripe é totalmente imprevisível".


No próximo ano poderá reaparecer com uma forma mais mortífera, disse John Oxford, professor de virologia no Royal London Hospital.

Gripe A H1N1: Mais 28 pessoas infectadas em Portugal, sobe para 505 número total de casos

Agosto 08, 2009

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Lisboa, 08 Agosto (Lusa) - Portugal registou 28 casos de infecção pelo vírus da Gripe A (H1N1) nas últimas 24 horas, o que eleva para 505 o número total de casos no país, anunciou hoje o Ministério da Saúde.
Segundo uma nota do gabinete da ministra Ana Jorge, dos casos confirmados, 19 indivíduos são do sexo feminino e 9 do sexo masculino.
Em termos de idades, estas variam entre os 4 meses e os 59 anos, com predominância da faixa etária entre os 20 e os 30 anos

Gripe A H1N1: Mais 28 pessoas infectadas em Portugal, sobe para 505 número total de casos

Agosto 08, 2009

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Lisboa, 08 Agosto (Lusa) - Portugal registou 28 casos de infecção pelo vírus da Gripe A (H1N1) nas últimas 24 horas, o que eleva para 505 o número total de casos no país, anunciou hoje o Ministério da Saúde.
Segundo uma nota do gabinete da ministra Ana Jorge, dos casos confirmados, 19 indivíduos são do sexo feminino e 9 do sexo masculino.
Em termos de idades, estas variam entre os 4 meses e os 59 anos, com predominância da faixa etária entre os 20 e os 30 anos

Gripe A H1N1: 20 casos nas últimas 24 horas, sobe para 218 número total

Julho 25, 2009

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Lisboa, 25 Jul (Lusa) - O Ministério da Saúde (MS) anunciou hoje a existência de mais vinte casos confirmados de infecção pelo vírus da Gripe A (H1N1), subindo assim para 218 o número total de pessoas infectadas em Portugal.

Segundo uma nota do gabinete da ministra Ana Jorge, estão a ser seguidos no Centro Hospitalar do Funchal, Madeira, um homem de 23 anos, um menino de 11 anos e uma menina de 4 anos, provenientes da Venezuela, bem como uma rapariga e um rapaz de 14 anos procedentes de Espanha.

No Hospital Dona Estefânia, em Lisboa, foram referenciados sete casos: um rapaz de 14 anos, um menino de 6 anos e uma menina de 11 anos, vindos do Reino Unido, uma menina de 5 anos, um menino de 8 anos e um rapaz de 15 anos, regressados de Espanha, e ainda uma menina de 6 anos, após passagem pelo Brasil.

Gripe A H1N1: 20 casos nas últimas 24 horas, sobe para 218 número total

Julho 25, 2009

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Lisboa, 25 Jul (Lusa) - O Ministério da Saúde (MS) anunciou hoje a existência de mais vinte casos confirmados de infecção pelo vírus da Gripe A (H1N1), subindo assim para 218 o número total de pessoas infectadas em Portugal.

Segundo uma nota do gabinete da ministra Ana Jorge, estão a ser seguidos no Centro Hospitalar do Funchal, Madeira, um homem de 23 anos, um menino de 11 anos e uma menina de 4 anos, provenientes da Venezuela, bem como uma rapariga e um rapaz de 14 anos procedentes de Espanha.

No Hospital Dona Estefânia, em Lisboa, foram referenciados sete casos: um rapaz de 14 anos, um menino de 6 anos e uma menina de 11 anos, vindos do Reino Unido, uma menina de 5 anos, um menino de 8 anos e um rapaz de 15 anos, regressados de Espanha, e ainda uma menina de 6 anos, após passagem pelo Brasil.

Governos controlam distribuição da vacina

Julho 18, 2009

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A vacina contra o H1N1 não estará à venda nas farmácias. A garantia foi dado ao DN pela ministra da Saúde, Ana Jorge, lembrando que as vacinas pandémicas devem ser reservadas para combater a doença da forma mais eficaz possível.

"É uma vacina que é comprada pelo Estado e distribuída pelo Estado a quem mais precisa", explica o sub-director geral da Saúde, José Robalo. Por isso, a preocupação em definir os grupos de risco.

Aliás, é isso que está a acontecer em todo o mundo. São os governos que estão a contactar os laboratórios que produzem a vacina, cinco em todo o mundo (Baxter, GlaxoSmithKlein, Novartis, Sanofi Pasteur MSD e Solvey Farma), e a encomendar milhões de doses para imunizar a sua população.

Os Estados Unidos já pagaram 80 milhões de doses e estão a tentar assegurar um total de 600, ou seja, o suficiente para vacinar todos os norte-americanos. Também Austrália e Reino Unido encomendaram doses para toda a população. A Alemanha e a Espanha reservaram o suficiente para vacinar um terço da população, tal como Portugal. E Itália pediu cerca de 20 milhões para um população de 56.

Perante este cenário, têm sido levantadas dúvidas sobre se as farmacêuticas terão capacidade de resposta e de fornecer todos os países. A Baxter, por exemplo, já anunciou que não pode aceitar mais encomendas, por falta de capacidade de produção. E a secretária-geral da Organização Mundial de Saúde (OMS) alertou para a necessidade de uma distribuição equitativa, com a garantia de que os países mais pobres não ficam para depois.

Por isso, e porque se trata de um questão de saúde pública, as vacinas não entrarão no "circuito comercial" das farmácias, explicam fontes ligadas à indústria. Até porque, num cenário de escassez, seria previsível uma corrida e escalada de preços pouco razoável.

Para José Robalo, o que vai atrasar a chegada da vacina é a necessidade de ensaios clínicos. "Há capacidade para produzir 95 milhões de doses por semana. Por isso não devemos ter problemas. Mas a vacinação é fundamental e não podemos correr riscos, criando mais problemas por usar vacinas do que por causa da doença", explica.

Assim, Portugal decidiu esperar pela autorização da Agência Europeia do Medicamento, recomendada pela OMS. Mas há países, em que a epidemia está fora de controlo, que ameaçam não o fazer. Um tema que vai continuar a ser discutido nas próximas semanas.

Governos controlam distribuição da vacina

Julho 18, 2009

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A vacina contra o H1N1 não estará à venda nas farmácias. A garantia foi dado ao DN pela ministra da Saúde, Ana Jorge, lembrando que as vacinas pandémicas devem ser reservadas para combater a doença da forma mais eficaz possível.

"É uma vacina que é comprada pelo Estado e distribuída pelo Estado a quem mais precisa", explica o sub-director geral da Saúde, José Robalo. Por isso, a preocupação em definir os grupos de risco.

Aliás, é isso que está a acontecer em todo o mundo. São os governos que estão a contactar os laboratórios que produzem a vacina, cinco em todo o mundo (Baxter, GlaxoSmithKlein, Novartis, Sanofi Pasteur MSD e Solvey Farma), e a encomendar milhões de doses para imunizar a sua população.

Os Estados Unidos já pagaram 80 milhões de doses e estão a tentar assegurar um total de 600, ou seja, o suficiente para vacinar todos os norte-americanos. Também Austrália e Reino Unido encomendaram doses para toda a população. A Alemanha e a Espanha reservaram o suficiente para vacinar um terço da população, tal como Portugal. E Itália pediu cerca de 20 milhões para um população de 56.

Perante este cenário, têm sido levantadas dúvidas sobre se as farmacêuticas terão capacidade de resposta e de fornecer todos os países. A Baxter, por exemplo, já anunciou que não pode aceitar mais encomendas, por falta de capacidade de produção. E a secretária-geral da Organização Mundial de Saúde (OMS) alertou para a necessidade de uma distribuição equitativa, com a garantia de que os países mais pobres não ficam para depois.

Por isso, e porque se trata de um questão de saúde pública, as vacinas não entrarão no "circuito comercial" das farmácias, explicam fontes ligadas à indústria. Até porque, num cenário de escassez, seria previsível uma corrida e escalada de preços pouco razoável.

Para José Robalo, o que vai atrasar a chegada da vacina é a necessidade de ensaios clínicos. "Há capacidade para produzir 95 milhões de doses por semana. Por isso não devemos ter problemas. Mas a vacinação é fundamental e não podemos correr riscos, criando mais problemas por usar vacinas do que por causa da doença", explica.

Assim, Portugal decidiu esperar pela autorização da Agência Europeia do Medicamento, recomendada pela OMS. Mas há países, em que a epidemia está fora de controlo, que ameaçam não o fazer. Um tema que vai continuar a ser discutido nas próximas semanas.

Pior cenário de pandemia aponta para 8700 mortos

Julho 18, 2009

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É o "pior dos piores" cenários: 8700 mortos devido à gripe A em Portugal. Por isso, deve ser encarado sem dramatismos, dizem os especialistas, lembrando que a gripe comum mata quase duas mil pessoas todos os anos. É que este vírus tem-se mostrado até mais benigno que o da gripe sazonal. Ontem, apareceram 10 novos casos no País, num total de 122 desde de Maio.


No pior cenário, a gripe A pode matar até 8700 pessoas em Portugal. A estimativa - feita tendo em conta que o vírus pode afectar até 25% da população portuguesa e causar a morte a 0,35% dos doentes - usa as mesmas bases que levaram o responsável pela Saúde no Reino Unido a declarar que podem morrer 65 mil britânicos devido à nova gripe.

"Tendo em conta as indicações internacionais, que dizem que o H1N1 pode afectar 25% da população europeia, olhando para o nosso País e usando a taxa de letalidade do vírus da última gripe sazonal, chegamos aos 8700", explica a epidemiologista Cristina Furtado.

Mas há cenários menos alarmantes. A gripe A tem-se revelado mais benigna do que a gripe comum, que todos os anos mata em Portugal quase duas mil pessoas. Assim, mesmo que 2, 5 milhões de portugueses fiquem doentes, num cenário com uma taxa de letalidade de 0,1%, ocorrerão cerca de 2500 mortes, acrescenta a especialista do Instituto Ricardo Jorge. Ou seja, pouco mais do que as que ocorrem todos os anos devido à gripe sazonal. Em 2008, por exemplo, morreram 1900 pessoas, mas há anos bem piores: o Plano de Contingência Nacional do Sector da Saúde para a Pandemia de Gripe refere que em 2003 a mortalidade anual por gripe ou causas associadas chegou aos 3822.

"Sabemos que vamos ter mais casos de gripe este ano, porque é vírus novo e ninguém tem protecções contra ele. Logo, podemos ter mais mortos. Mas é preciso encarar estes números sem drama", diz a consultora do Ministério da Saúde. Até porque, "como estamos em alerta para este novo vírus, a vigilância é maior, e é provável que haja mais pessoas a serem diagnosticadas e tratadas" a tempo.

A sub-directora-geral da Saúde Graça Freitas, que prefere não falar de previsões, explica que estas estimativas se referem "ao pior dos piores cenários"- "o que não é expectável que aconteça, muito menos em Portugal" onde se tem conseguido gerir melhor o contágio.

"As previsões oficiais que temos são as que estão publicadas", acrescenta Graça Freitas, referindo-se ao estudo feito pelo Instituto Ricardo Jorge, em 2005, com estimativas para a possível pandemia de gripe das aves. Mas segundo esse estudo, num cenário em que 25% da população fosse afectada, morreriam ainda mais pessoas: 12 665. No entanto, Graça Freitas salienta que esse trabalho foi feito para um vírus mais mortífero.

Todas estas estimativas supõem que 25% da população será afectada - o cenário em que trabalha o Ministério da Saúde. Se se conseguir atrasar a propagação da pandemia até à chegada da vacina, o cenário pode ser ainda mais favorável. Ou seja, se apenas 5% da população ficar doente e se a taxa de letalidade for de 0,1%, teremos 500 mortos - cerca de um quarto do que mata a gripe sazonal.

A planeamento actual para a pandemia tem de considerar todos os cenários possíveis porque ainda há muito a descobrir sobre este vírus. Liam Donaldson, o responsável inglês que ontem admitiu a possibilidade de o Reino Unido ter 65 000 mortos, lembrava que não é possível dar uma estimativa precisa da mortalidade deste vírus "porque não sabemos o suficiente".

Em Espanha, onde já morreram quatro pessoas devido à gripe A, o Ministério da Saúde disse esperar pelo menos oito mil mortos este Inverno, tantos como os que a gripe sazonal causa todos os anos.

Também a ministra da Saúde portuguesa tem desdramatizado os números: Ana Jorge disse esta semana que a grande maioria (94%) dos casos de gripe A só vai precisar de ficar em casa e de medicamentos para baixar a febre para se curar. Ontem, foram confirmadas mais dez infecções pelo vírus H1N1, todas importadas, elevando para 121 o total de casos registados no País, desde o início de Maio. Segundo o Ministério da Saúde, nove destes doentes têm menos de 22 anos.

Segundo o Centro de Análise da Resposta Social à Gripe Pandémica, nas próximas semanas deverá passar-se da actual etapa A, designada por "investigar e atrasar a epidemia" para uma etapa B, denominada "dificultar a transmissão e mitigar os seus efeitos".

Pior cenário de pandemia aponta para 8700 mortos

Julho 18, 2009

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É o "pior dos piores" cenários: 8700 mortos devido à gripe A em Portugal. Por isso, deve ser encarado sem dramatismos, dizem os especialistas, lembrando que a gripe comum mata quase duas mil pessoas todos os anos. É que este vírus tem-se mostrado até mais benigno que o da gripe sazonal. Ontem, apareceram 10 novos casos no País, num total de 122 desde de Maio.


No pior cenário, a gripe A pode matar até 8700 pessoas em Portugal. A estimativa - feita tendo em conta que o vírus pode afectar até 25% da população portuguesa e causar a morte a 0,35% dos doentes - usa as mesmas bases que levaram o responsável pela Saúde no Reino Unido a declarar que podem morrer 65 mil britânicos devido à nova gripe.

"Tendo em conta as indicações internacionais, que dizem que o H1N1 pode afectar 25% da população europeia, olhando para o nosso País e usando a taxa de letalidade do vírus da última gripe sazonal, chegamos aos 8700", explica a epidemiologista Cristina Furtado.

Mas há cenários menos alarmantes. A gripe A tem-se revelado mais benigna do que a gripe comum, que todos os anos mata em Portugal quase duas mil pessoas. Assim, mesmo que 2, 5 milhões de portugueses fiquem doentes, num cenário com uma taxa de letalidade de 0,1%, ocorrerão cerca de 2500 mortes, acrescenta a especialista do Instituto Ricardo Jorge. Ou seja, pouco mais do que as que ocorrem todos os anos devido à gripe sazonal. Em 2008, por exemplo, morreram 1900 pessoas, mas há anos bem piores: o Plano de Contingência Nacional do Sector da Saúde para a Pandemia de Gripe refere que em 2003 a mortalidade anual por gripe ou causas associadas chegou aos 3822.

"Sabemos que vamos ter mais casos de gripe este ano, porque é vírus novo e ninguém tem protecções contra ele. Logo, podemos ter mais mortos. Mas é preciso encarar estes números sem drama", diz a consultora do Ministério da Saúde. Até porque, "como estamos em alerta para este novo vírus, a vigilância é maior, e é provável que haja mais pessoas a serem diagnosticadas e tratadas" a tempo.

A sub-directora-geral da Saúde Graça Freitas, que prefere não falar de previsões, explica que estas estimativas se referem "ao pior dos piores cenários"- "o que não é expectável que aconteça, muito menos em Portugal" onde se tem conseguido gerir melhor o contágio.

"As previsões oficiais que temos são as que estão publicadas", acrescenta Graça Freitas, referindo-se ao estudo feito pelo Instituto Ricardo Jorge, em 2005, com estimativas para a possível pandemia de gripe das aves. Mas segundo esse estudo, num cenário em que 25% da população fosse afectada, morreriam ainda mais pessoas: 12 665. No entanto, Graça Freitas salienta que esse trabalho foi feito para um vírus mais mortífero.

Todas estas estimativas supõem que 25% da população será afectada - o cenário em que trabalha o Ministério da Saúde. Se se conseguir atrasar a propagação da pandemia até à chegada da vacina, o cenário pode ser ainda mais favorável. Ou seja, se apenas 5% da população ficar doente e se a taxa de letalidade for de 0,1%, teremos 500 mortos - cerca de um quarto do que mata a gripe sazonal.

A planeamento actual para a pandemia tem de considerar todos os cenários possíveis porque ainda há muito a descobrir sobre este vírus. Liam Donaldson, o responsável inglês que ontem admitiu a possibilidade de o Reino Unido ter 65 000 mortos, lembrava que não é possível dar uma estimativa precisa da mortalidade deste vírus "porque não sabemos o suficiente".

Em Espanha, onde já morreram quatro pessoas devido à gripe A, o Ministério da Saúde disse esperar pelo menos oito mil mortos este Inverno, tantos como os que a gripe sazonal causa todos os anos.

Também a ministra da Saúde portuguesa tem desdramatizado os números: Ana Jorge disse esta semana que a grande maioria (94%) dos casos de gripe A só vai precisar de ficar em casa e de medicamentos para baixar a febre para se curar. Ontem, foram confirmadas mais dez infecções pelo vírus H1N1, todas importadas, elevando para 121 o total de casos registados no País, desde o início de Maio. Segundo o Ministério da Saúde, nove destes doentes têm menos de 22 anos.

Segundo o Centro de Análise da Resposta Social à Gripe Pandémica, nas próximas semanas deverá passar-se da actual etapa A, designada por "investigar e atrasar a epidemia" para uma etapa B, denominada "dificultar a transmissão e mitigar os seus efeitos".

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